Livros sobre a mesa
Meia noite se aproxima
As palpebras pesam
O pensamento divaga
Na parede um tic-tac infernal
Corre e aproveita teu sonho
Na cama, traveseiro e cobertor
Deita e dorme.
Tiago L. Andrade 08/10/2008
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Soneto
Não contarei mais a minha história
Não serei mais assim tão tolo
Se ainda surgir alguém pro meu consolo
Levarei comigo em busca de gloria
Se no caminho ainda houver
Uma flor que seja bela
Meus elogios cairão sobre ela
Sem que ninguém precise ver
E assim seguirei meu caminho
Perseverante na busca do melhor
Plantando e colhendo carinho
E se ainda puder crer no amor
Acolherei um coração sozinho
E viverei feliz em nosso favor
Não serei mais assim tão tolo
Se ainda surgir alguém pro meu consolo
Levarei comigo em busca de gloria
Se no caminho ainda houver
Uma flor que seja bela
Meus elogios cairão sobre ela
Sem que ninguém precise ver
E assim seguirei meu caminho
Perseverante na busca do melhor
Plantando e colhendo carinho
E se ainda puder crer no amor
Acolherei um coração sozinho
E viverei feliz em nosso favor
quinta-feira, 20 de março de 2008
Julia
Um sorriso de Sol,
Olhos de esperança,
Corpo de mistério,
Cor de uma estatua Grega
E uma beleza impar.
Tão bela quanto impossível
Tão impossível quanto desejada
Tão desejada quanto à vida eterna
Tão eternamente viva quanto alegre
E tão alegre quanto uma festa,
Uma daquelas que vira a noite.
A noite tem seus mistérios
E quem seria Julia sem mistérios?
E que mais nela poderia me atrair
Sendo eu um arqueólogo dessas coisas
Quanta “Julia” precisa existir no mundo,
Pra que somente uma surja na multidão?
Assim como uma mulher deve fazer.
Ah, que exemplo!
Tão humana quanto divina
E um perfume só seu.
Tão seu quanto o mundo
Tão mulher quanto Julia
Tão Julia quanto linda.
Tão linda que eu te quero ainda.
Olhos de esperança,
Corpo de mistério,
Cor de uma estatua Grega
E uma beleza impar.
Tão bela quanto impossível
Tão impossível quanto desejada
Tão desejada quanto à vida eterna
Tão eternamente viva quanto alegre
E tão alegre quanto uma festa,
Uma daquelas que vira a noite.
A noite tem seus mistérios
E quem seria Julia sem mistérios?
E que mais nela poderia me atrair
Sendo eu um arqueólogo dessas coisas
Quanta “Julia” precisa existir no mundo,
Pra que somente uma surja na multidão?
Assim como uma mulher deve fazer.
Ah, que exemplo!
Tão humana quanto divina
E um perfume só seu.
Tão seu quanto o mundo
Tão mulher quanto Julia
Tão Julia quanto linda.
Tão linda que eu te quero ainda.
terça-feira, 18 de março de 2008
Renascimento
Chuva, nostalgia, tristeza.
Um pavor do passado próximo
E um apego ao passado mais distante
Saudosismo, renascimento
A cidade não é mais a mesma
O mundo não é mais o mesmo
Eu não sou mais o mesmo
E você com certeza está bem diferente
Quem dera tivéssemos crescido juntos
Estaríamos agora sem medo
E sem necessidade para renascer.
Um pavor do passado próximo
E um apego ao passado mais distante
Saudosismo, renascimento
A cidade não é mais a mesma
O mundo não é mais o mesmo
Eu não sou mais o mesmo
E você com certeza está bem diferente
Quem dera tivéssemos crescido juntos
Estaríamos agora sem medo
E sem necessidade para renascer.
Teu caminho
agoEu conheço teu caminho
Cada passo que tu deste
Conheci tua atmosfera
Nela de tão pequeno
Eu não pude respirar
E assim tão de repente
Não pude mais te acompanhar
E por todo o teu caminho
De volta tive que andar.
Cada passo que tu deste
Conheci tua atmosfera
Nela de tão pequeno
Eu não pude respirar
E assim tão de repente
Não pude mais te acompanhar
E por todo o teu caminho
De volta tive que andar.
domingo, 2 de março de 2008
Boa Noite

Boa noite meu amor
Minha adorável flor noturna
Que minhas palavras
Teu cubram esta noite
E que não sintas o frio da solidão
Enquanto eu as pronunciar
Que elas estejam em teus sonhos
E que um dia permitam minha presença
Enquanto o mundo dorme.
Bendita criatura mítica
Lírio de castidade
Quem entre os mortais
Poderia não querer-te?
Somente a Lua se compara a tua beleza
Durma bem minha amada
Que eu te guardarei
Na imensidão do meu desejo.
Minha adorável flor noturna
Que minhas palavras
Teu cubram esta noite
E que não sintas o frio da solidão
Enquanto eu as pronunciar
Que elas estejam em teus sonhos
E que um dia permitam minha presença
Enquanto o mundo dorme.
Bendita criatura mítica
Lírio de castidade
Quem entre os mortais
Poderia não querer-te?
Somente a Lua se compara a tua beleza
Durma bem minha amada
Que eu te guardarei
Na imensidão do meu desejo.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
O Sonho
Pulo da cama em plena madrugada
Um sonho interrompeu meu sono
Está frio e o relógio marca três horas
Ainda presente em minha mente
Está a imagem branca de uma mulher
Tal como uma escultura em mármore sob a Lua
Tento me situar no escuro que permanece
Entre as paredes frias ao meu redor
Lembro-me do sonho com a face entre as mãos
Posso jurar que da mulher em seu leito carmim
Havia sentido o hálito e o calor em seus seios
E o seu sangue reagindo aos hormônios da volúpia
Fazendo palpitar sua jugular sob meus lábios
Foi só um desses sonhos que se desvanecem na mente
A decepção me deprime e me percorre a alma
Com dolorosa intensidade
Desolado volto para a cama com um sonho sem sono
Certo de que a verei ao amanhecer.
Um sonho interrompeu meu sono
Está frio e o relógio marca três horas
Ainda presente em minha mente
Está a imagem branca de uma mulher
Tal como uma escultura em mármore sob a Lua
Tento me situar no escuro que permanece
Entre as paredes frias ao meu redor
Lembro-me do sonho com a face entre as mãos
Posso jurar que da mulher em seu leito carmim
Havia sentido o hálito e o calor em seus seios
E o seu sangue reagindo aos hormônios da volúpia
Fazendo palpitar sua jugular sob meus lábios
Foi só um desses sonhos que se desvanecem na mente
A decepção me deprime e me percorre a alma
Com dolorosa intensidade
Desolado volto para a cama com um sonho sem sono
Certo de que a verei ao amanhecer.
Cidade sem Ninguém
Triste historia cega
Que na vida é desamada
No decorrer de uma caminhada sórdida
Ouço passos fúnebres na imensidão do nada.
A chuva cai sobre a cidade
E as luzes que antes encantavam meus olhos
Agora tentam brilhar em meio à névoa opaca,
Sombras de tristeza pairam sobre mim.
Os gritos que soltei caíram no meio do caminho
E ninguém pode ouvi-los
Mas da minha janela
Ouvia todos os suspiros do mundo
Sozinho na cidade sem ninguém.
Que na vida é desamada
No decorrer de uma caminhada sórdida
Ouço passos fúnebres na imensidão do nada.
A chuva cai sobre a cidade
E as luzes que antes encantavam meus olhos
Agora tentam brilhar em meio à névoa opaca,
Sombras de tristeza pairam sobre mim.
Os gritos que soltei caíram no meio do caminho
E ninguém pode ouvi-los
Mas da minha janela
Ouvia todos os suspiros do mundo
Sozinho na cidade sem ninguém.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Clície
Nove dias e nove noites
Consumida pelo desespero
Vivendo das lagrimas e do orvalho
Em busca da luz que tanto amava
Prostrada no chão molhado e escuro
Coberta pelos cabelos desgrenhados
Como uma louca sob a Lua
Somente as sombras noturnas
Vieram te consolar
Porem, ainda hoje em forma de flor
Segue esta luz que do alto olha indiferente
A face da constância
Mas a noite chegará
Pra te livrar desta angustia
Acolherá-te em seus braços
E dela colheras teu alimento.
Consumida pelo desespero
Vivendo das lagrimas e do orvalho
Em busca da luz que tanto amava
Prostrada no chão molhado e escuro
Coberta pelos cabelos desgrenhados
Como uma louca sob a Lua
Somente as sombras noturnas
Vieram te consolar
Porem, ainda hoje em forma de flor
Segue esta luz que do alto olha indiferente
A face da constância
Mas a noite chegará
Pra te livrar desta angustia
Acolherá-te em seus braços
E dela colheras teu alimento.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Reflexão
O tempo passa e leva consigo
Algumas pessoas
Pois é meu amor...
Hoje você está aqui comigo
Amanhã ninguém sabe
E daqui alguns anos
Alguém estará lembrando
Em câmera lenta
Do seu sorriso, dos seus passos
De um carinho ou atenção que dedicaste
E neste momento
Os olhos deste alguém
Estarão cheios de lágrimas
E sua alma enfrentará o vazio.
O tempo passa e algumas pessoas
Ficarão sozinhas lá na frente
Não esqueça de dar um abraço
Aprenda a dizer eu te amo em silêncio
MAS DIGA EM VOZ ALTA
De vez em quando
Sorria e olhe nos olhos
Nesta hora e sempre
Isto vale pra dizer que sim
E pra explicar o não
Guarde bem esta parte
Todo “não” merece ser explicado
Dê um significado àquelas lágrimas
Para que o passado de quem você amou
Tenha valido a pena.
Campina Grande, 10/12/2007
Algumas pessoas
Pois é meu amor...
Hoje você está aqui comigo
Amanhã ninguém sabe
E daqui alguns anos
Alguém estará lembrando
Em câmera lenta
Do seu sorriso, dos seus passos
De um carinho ou atenção que dedicaste
E neste momento
Os olhos deste alguém
Estarão cheios de lágrimas
E sua alma enfrentará o vazio.
O tempo passa e algumas pessoas
Ficarão sozinhas lá na frente
Não esqueça de dar um abraço
Aprenda a dizer eu te amo em silêncio
MAS DIGA EM VOZ ALTA
De vez em quando
Sorria e olhe nos olhos
Nesta hora e sempre
Isto vale pra dizer que sim
E pra explicar o não
Guarde bem esta parte
Todo “não” merece ser explicado
Dê um significado àquelas lágrimas
Para que o passado de quem você amou
Tenha valido a pena.
Campina Grande, 10/12/2007
domingo, 20 de janeiro de 2008
Elegia em quatro versos
Ainda que eu tente entender
Minha vida nunca foi quimera
Outra vez não suportaria
Remédio pra esta dor não há.
Minha vida nunca foi quimera
Outra vez não suportaria
Remédio pra esta dor não há.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Meia Noite
À meia noite espero a tua mensagem que não chegaDescubro então friamente que a solidão verdadeira
Dar-se quando perdemos nossa alma
E tentamos inutilmente procura-la no escuro
De uma paixão mórbida e enlouquecedora.
Desolado afogo-me num devaneio noturno
E me vejo em mais um funeral deprimente
Cujo cadáver, outra quimera pálida,
Arrasto pelos braços para enterrá-lo
No solo antigo e perdido dos domínios de Odim
Uma rosa vermelha surge em minhas mãos
E nela vejo algo que me faz chorar
Algo que me lembra os teus lábios entreabertos
Um espinho fura meu polegar e uma gota de sangue
Mistura-se a uma gota de lágrima sobre uma folha seca
À meia noite não consigo parar de escrever
A mensagem que nunca chegará as tuas mãos
Não consigo encontrar minha alma perdida no sonho
Dou a rosa teu nome depois um beijo
Sinto o sal das lagrimas e caio embriagado.
Campina Grande 19/11/2007
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Soneto de Solidão
Solidão, como uma doença solidão.
É só o que sinto no mundo
É tudo o que acho de absurdo
Num canto sem cor do coração
Coração, sempre ele, coração.
Tudo o que pede é a verdade
É uma companhia sem maldade
Que não precise de perdão
Quem se sente sozinho não pode culpar
A ninguém pelo que leva por dentro
Mas quer sempre mostrar que sabe amar
Também não pode esquecer
Que a mostra não deve chorar
Tem que moldar um sorriso e viver.
Campina Grande, 28/11/2007
É só o que sinto no mundo
É tudo o que acho de absurdo
Num canto sem cor do coração
Coração, sempre ele, coração.
Tudo o que pede é a verdade
É uma companhia sem maldade
Que não precise de perdão
Quem se sente sozinho não pode culpar
A ninguém pelo que leva por dentro
Mas quer sempre mostrar que sabe amar
Também não pode esquecer
Que a mostra não deve chorar
Tem que moldar um sorriso e viver.
Campina Grande, 28/11/2007
Três dias
Foram três dias perdidos
Entre março e abril
Palavras que não se encontravam
E alguns beijos soltos
Na vaga lembrança
De uma mente torturada
Foram passos dados sem sentido
Olhos se procurando no escuro
E ao fim de três dias naufragados
Num mar de ansiedade
Nossas mãos se soltaram
No imenso vazio do que restou
Entre março e abril
Palavras que não se encontravam
E alguns beijos soltos
Na vaga lembrança
De uma mente torturada
Foram passos dados sem sentido
Olhos se procurando no escuro
E ao fim de três dias naufragados
Num mar de ansiedade
Nossas mãos se soltaram
No imenso vazio do que restou
Nunca te vi assim
Eu nunca te vi assim
Pisando a areia branca da praia
E o mar lavando os teus pés
Meu pensamento indo e vindo
Na espuma branca das ondas
E você buscando a última brisa
De uma tarde toda sua
Que coisa linda é você!
Eu não me canso de ver
O ar beijando o teu rosto
E o teu cheiro impregnando a maresia
Meu castelo de areia tão belo
Tomando as tuas formas
E você curtindo a vida a beira mar
Pois não há nada melhor
Que o oceano sem fim
Para clarear a tua beleza
Pisando a areia branca da praia
E o mar lavando os teus pés
Meu pensamento indo e vindo
Na espuma branca das ondas
E você buscando a última brisa
De uma tarde toda sua
Que coisa linda é você!
Eu não me canso de ver
O ar beijando o teu rosto
E o teu cheiro impregnando a maresia
Meu castelo de areia tão belo
Tomando as tuas formas
E você curtindo a vida a beira mar
Pois não há nada melhor
Que o oceano sem fim
Para clarear a tua beleza
Gisele
Guardo na memória a branca imagem da beleza
Infinita inspiração
Se todo poeta a tivesse como seriam as canções?
Eu a tive e a Lua foi ao céu vestida de Gisele
Lentamente o mundo inteiro adormeceu
E eu sozinho, louco por não poder tocá-la.
Gritava todos os nomes, mas apenas um tornou-se poesia.
Impetuosamente a luz da Lua caia sobre a Terra
Sem defesa tudo que ia sendo iluminado
Estradas, flores e rios, surgiam da noite com algo de Gisele.
Leigo o mundo não sabia do que se tratava
Enquanto eu adorava a branca face na Lua eternizada.
Infinita inspiração
Se todo poeta a tivesse como seriam as canções?
Eu a tive e a Lua foi ao céu vestida de Gisele
Lentamente o mundo inteiro adormeceu
E eu sozinho, louco por não poder tocá-la.
Gritava todos os nomes, mas apenas um tornou-se poesia.
Impetuosamente a luz da Lua caia sobre a Terra
Sem defesa tudo que ia sendo iluminado
Estradas, flores e rios, surgiam da noite com algo de Gisele.
Leigo o mundo não sabia do que se tratava
Enquanto eu adorava a branca face na Lua eternizada.
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