quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

O Sonho

Pulo da cama em plena madrugada
Um sonho interrompeu meu sono
Está frio e o relógio marca três horas
Ainda presente em minha mente
Está a imagem branca de uma mulher
Tal como uma escultura em mármore sob a Lua
Tento me situar no escuro que permanece
Entre as paredes frias ao meu redor
Lembro-me do sonho com a face entre as mãos
Posso jurar que da mulher em seu leito carmim
Havia sentido o hálito e o calor em seus seios
E o seu sangue reagindo aos hormônios da volúpia
Fazendo palpitar sua jugular sob meus lábios
Foi só um desses sonhos que se desvanecem na mente
A decepção me deprime e me percorre a alma
Com dolorosa intensidade
Desolado volto para a cama com um sonho sem sono
Certo de que a verei ao amanhecer.

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