À meia noite espero a tua mensagem que não chegaDescubro então friamente que a solidão verdadeira
Dar-se quando perdemos nossa alma
E tentamos inutilmente procura-la no escuro
De uma paixão mórbida e enlouquecedora.
Desolado afogo-me num devaneio noturno
E me vejo em mais um funeral deprimente
Cujo cadáver, outra quimera pálida,
Arrasto pelos braços para enterrá-lo
No solo antigo e perdido dos domínios de Odim
Uma rosa vermelha surge em minhas mãos
E nela vejo algo que me faz chorar
Algo que me lembra os teus lábios entreabertos
Um espinho fura meu polegar e uma gota de sangue
Mistura-se a uma gota de lágrima sobre uma folha seca
À meia noite não consigo parar de escrever
A mensagem que nunca chegará as tuas mãos
Não consigo encontrar minha alma perdida no sonho
Dou a rosa teu nome depois um beijo
Sinto o sal das lagrimas e caio embriagado.
Campina Grande 19/11/2007
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