quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Essencia Humana

Desejamos nos sentir completos
Evoluidos como seres humanos
Desejamos estar num ambiente próximo
Onde nossas nessecidades e desejos
Sejam satisfeitas por algo em comum
Algo que apoie nossas paixões
E se adapte ao nosso estilo pessoal
Constituindo assim
A essencia daquilo que nos inspira.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Vem

A madrugada invade o entorno
Como os teus olhos negros
Invadem minha alma quieta
E tua presença se torna festa
Em meio às palavras deste poema.
Vem, que tudo isto é teu,
Vem que eu não quero esconder
O que guardei pra te dar,
Vem, se você gostar de mim
Seguirei o teu sorriso
Como um navio segue o farol,
Vem que estas pérolas são tuas
E todo o ouro também,
Vem, responda-me
E eu serei só teu
Em todas as dimensões,
Vem, guarde os teus tesouros
Vem, enquanto ainda existo
E do respeito de cada dia
Eu só quero amar.


Campina Grande, 27/06/2009

Entre o Sol e o Asfalto

Meio dia, ando sozinho
Um dia e meio
Nada muda.
De tanto andar
Por este caminho
Conheço cada pedra
Da calçada que piso
Subo e desço todo dia
Entre o Sol e o asfalto.

Campina Grande, 15/06/2009

Sinais

Apenas uma vez
Eu soube que virias
Não havia cavalos noturnos
Nem sapos anômalos
Somente um som sonhado
Em meio à madrugada
E de manhã bem cedo
Cruzaste o meu portão
Com o Sol dourando teu cabelo
Enquanto ameaçavas minha fé
Com os sinais da tua chegada.

Campina Grande, 15/06/2009

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Tudo o que Eu Preciso

É só disso que eu preciso.
Um copo de vinho
E uma música lenta
Cuja letra seja feliz,
O vento tocando meu rosto
E o seu som nas folhas
Chegando aos meus ouvidos.
É só disso que eu preciso.
O canto dos pássaros nas árvores
E delas a sua sombra.
Flores, mariposas
E um pequeno louva-a-deus
É só disso que eu preciso.
Poesia ao ar livre.
Natureza sem fim
E uma doce sensação
De pensamento às alturas
Esquecer o mundo por um minuto
E enfim...
Ser Eu mesmo.
É só disso que eu preciso,
O resto vem depois.

(Obrigado meu Deus, por no mundo existir poesia)

Tiago Limeira Andrade


Campina Grande, 10 de abril de 2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Gato

Era só um gato
Caçador nato
Desgraça do rato
Mas pobre coitado
O nobre felino
Quase nunca estimado
Também é caçado
Quase acabado
Pobre do gato
Muito odiado
Sempre calado
No meio do silêncio
Gato
De nobre caçador
À ingênuo animal
Come o que lhe dão
Não olha nem julga
O maldito que lhe dá
Engole a desgraça
E morre...
Pobre do gato
Que luta sem dá jeito
Que morre sem viver
Que corre pra longe
E morre envenenado